segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Sempre Estarei Contigo

Menina mais linda
Por aqui não se via
Sua beleza e seu charme
A todos encantaria
Seus olhos eram tao vivos
Seu sorriso encantador
Não sobravam nem um gesto
Que não fosse enaltecedor
De súbito em seu semblante
Uma Luz clareou
Era seu olhar cheio de vida
E um largo sorriso encantador
Como não gostar desta pequena
Que tanto aaor emanou
Com uma alma acolhedora
O seu pai se encantou
Bastava ver nos olhos dele
O brilho desse amor
Que aos poucos o transformou
Num pai careca protetor
além de um amigo apreciador
Em beleza e majestade
A menina já crescia
Enchendo o pai de orgulho
Pois a menina já sabia
Inteligente e talentosa
São alguns adjetivos
Que o pai careca já dizia
Eu te amo minha filha
Para sempre te amarei
Com certeza com você
Pela vida caminharei
Como protetor e zelador
A ti dedicarei
Sorrindo com teu sorriso
Junto a ti continuarei
Princesa do meu lar
Que um dia embalei
Nos meus braços seguro
Minha voz eu soltei
Até ver-te dormindo
E na cama depositei
Meu anjo adormecido
Bom sonhos desejei
Hoje canto distante
No teu ouvido a embalar
Teu sono noturno
E tua vida a caminhar
Como eu te amo minha princesa
A dona do meu lar.


domingo, 13 de agosto de 2017

A dor de Uma Despedida

A DOR DE UMA DESPEDIDA

Como posso pensar
Se a dor que sinto
Estrangula Minha alma.
Como posso gritar
Se o grito preso na garganta
Sufoca e contamina meus anseios
A dor algoz Que devora minha carne
Não que que eu viva.
Como posso me calar
Se a saudade que sinto
Não é saciada
Como posso viver
Sem a tua companhia
,,,Ah pedaço de mim
Sangue do meu sangue
Osso do meu osso
O filho que Deus me deu.
Tua hoje voas longe
Habita outros mundos
Tao distante do meu pequeno ser
Como sou impotente
Diante de uma vontade divina
Como brigar e ganhar
Como tê-lo de volta
Como me consolar
Se ainda sinto teu ultimo abraço
Teu ultimo encostar de cabeça
Se ainda te vejo diante de mim
Eu a ti esperar
Como posso esquecer os dias alegres
Passados ao teu lado
O teu violão cantando e você acompanhado
Tua voz meiga doce e carinhosa.
Ainda ressoa em mim
Tua última canção.
Ainda posso ouvir tua voz a me chamar
Pai, Painho
Como te esquecer
Como entender essa ausência
Teu corpo sadio e curado
Agora doente
Teu olhar no meu olhar
Teu medo de partir
Teus olhos a me pedir ajuda
Ajuda que não pude dar
Como dói a despedida
Se nem amenos estava lá.



sábado, 4 de abril de 2015

Conversando com Deus.



Conversando com Deus.

Ei, o que você quer ?
Eu quero, saúde, paz, e prosperidade.
Onde você que estar daqui a alguns anos ?
Eu quero estar com a minha vida estabilizada.
O que você fez para isto nos últimos cinco anos ?
O que você quer ser de verdade?
O que pretende fazer com essa luz que um dia eu te dei ?
Como você estar trabalhando para que ela continue a brilhar
E a iluminar seu caminho?
Pare, pense um pouco, é hora de meditar.
...
Senhor, eu faço o meu melhor.
A luz que te dei quando nasceste, deveria crescer e iluminar
Você e todos em sua volta.
Você é responsável por esse facho de luz
É da sua vida que estamos falando
Não jogue na sarjeta escura e imunda
Aquilo que lhe dei com tanto amor
Essa luz que por ventura vos carrega
É a mesma luz que emana do meu ser
É portanto uma luz divina,
Não a deixe apagar.
Viva de maneira a cresse-la
E crescerás com ela.
A tua luz é ÚNICA
Assim como tu e teu nome são ÚNICOS.
Reset  sua vida, reinicie-a
Der a ela um novo significado.
Ai você me responderá,
O que quer fazer com a luz que te dei ?
E em que parte de sua história você que estar?  




Everaldo

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O Pô do Sol



Vejo o sol a se esconder
No horizonte a observar
Aquele astro rei viajante
Em bola de fogo se transformar
É espantoso observar
Grandeza deste lugar
Como pode bola tão grande
Nas montanhas penetrar
Os meus olhos vislumbram
O meu coração se alegra
A alma pula de encanto
Pra obra prima da natureza
É hora da retirada
Do roçado descansar
Voltando pra casa o caboclo
Pra sua rede descansar
O delegado fecha a porta
Pois não há preso a entrar
Só o padeiro vendendo pão
Pra a família alimentar
As mulheres em seus serviços
Do café a torrar
Só mesmo com o fubá
Para a vida adoçar
Professora ascenda a luz
Pru mode eu enxergar
As letrinhas da cartilha
Pru mode eu me alfabetizar
Do terraço da minha casa
Aquela vista a saltar
Na beleza do horizonte
O sol a repousar
Me bate logo uma saudade
Da família abraçar
E da mulher cheirosinha
Um amasso vou lhe dar
Vou pra casa bem ligeiro
Que os pés há de lascar
Não tem sandália que aguente
Esse chão de rachar
Um espiada no horizonte
Um totinho eu vejo lá
É a beirada do sol
Que teima em se retirar
Mais uma vez aquela visão
Faz minha alma jubilar
Pensamentos vão em busca
De rimas pra terminar
Até um poeta se encanta
Com a paisagem a lhe mostrar
Um astro rei que se põe
Com uma noite a rastejar
A beleza do momento
A todos há de encantar
Principalmente a esse poeta
Sem rima a lhes contar
A história do pô do sol
Que se Poe sem parar
Se escondendo por traz dos montes
Pra a lua logo chegar

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O Sargento e o Cobrador

Na  praia de Caaporã
Lugar igual não existia
Sua beleza era tanta
Que todo cabra gemia

A praia era distante
Fronteira com Pernambuco
Sua gente era valente
Não temia nenhuma gente

Cidade da Paraíba
Com orgulho estendia
Sua flamula ao vento
Com um Nego histórico no ventre

Certo dia com muito orgulho
A cidade recebia
Um certo sargento afeiçoado
Que a lei guardaria

Simpático e sorridente
Extrovertido e atraente
O povo humilde do lugar
Dele ficou carente

Acontece que o sargento
Logo se mostrou
Além de musico era cantor
Poeta e trovado

Abraçou toda cidade
Como um Paladino protetor
A lei imperou
E a cidade se alegrou

Cabra serio como ele
Como poucos se contava
Não gostava de trapaça
De mentira e arruaça

Mais um dia o sargento
Para sua terra iria voltar
De pressa se arrumou
e a viajem empregou

Sentando em sua poltrona
Um cochilo começou
Sonhando com a amada
A viagem iniciou

Acordado ele foi
Pela cobrança do cobrador
pedido que pagasse
A passagem se senhor

Metendo a mão no bolso
Logo veio um calafrio
Onde está  o dinheiro
Pois o bolso esta vazio

Seu cobrador  me escute
Que o dinheiro não tem não senhor
No bolso de outra calça
Todo o dinheiro ficou

Sou homem honrado
Sou o militar
o sargento do lugar
Na praia de  Caaporã

Eita cabra mentiroso
Esse papo eu já conheço
É próprio de militar
Pra viajem economizar


Motorista a aqui tem
Um homem sem paga
Se dizendo militar
Só pra mim enganar.


O sargento endiabrado
Sua arma se fez usar
Enquadrou o cobrador
E o motorista fez voltar

Entrando na delegacia
A calça fez ele buscar
Esfregando em sua cara
A carteira que lá está


Pagando sua passagem
Para a viagem retornar
Orgulhoso de sua façanha
Em defesa dos militar

Homem honrado como ele
Da até orgulho de falar
Sua vida se fez pauta
Na disciplina militar

É mais uma historia A contar
Do sargento do lugar
De uma praia muito distante
Onde ele foi trabalhar

São rimas são poesias
Que eu conto com alegria
as aventuras de Minan
O sargento da alegria.

domingo, 16 de novembro de 2014

Uma Mulher

Uma mulher
Uma duvida
Uma caminhada
Uma solução

A chuva fina
De um fim de tarde
Deslizava sobre seu rosto
Triste sorriso melancólico

Um amor acabado
Uma relação estagnada
Em seu rosto, não só a chuva
Uma lagrima misturada

A falta da mão calorosa
De um abraço afetivo
De um corpo ausente
No seu corpo presente

Pensamentos explodem
Se misturam com trovoadas
Na nevoa do tempo distante
Na tempestade que alude agora

A cada pingo que toca  o teu rosto
Me traz lembranças de um  momento
De um mundo encantado
De um mundo agora acabado

Grita coração
Machuca, faz confusão
Esconde nas tuas batidas
A  frustrada corrida sem emoção

É triste mulher
Te ver em tamanha situação
As chaves do coração
Estão longes do alcance das tuas mãos

Quem sabe dos seus caminhos
Das razões em seu ninho
São cominhos tortuosos
Escondidos em redemoinhos

Hoje já distante
Olhando as nevoas da solidão
Sinto o passado vira presente
Tendo o controle da situação
  
O meu corpo a te aquecer
A minha mão a te tocar
São caricias deliciosas

Que para sempre contigo estar.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

QUANDO OS SINOS DOBRAM


 

 

QUANDO OS SINOS DOBRAM

 

    

 

A MORTE NÃO É O FIM, É O NASCIMENTO DE UMA VIDA ABSTRATA Á NOSSA, NÃO CABE A NÓS PENSAR, NÃO NOS CABE DETERMINAR QUE TAL SITUAÇÃO É CONTRARIA A NOSSA VONTADE. EU NÃO SEI SE ME CONSOLARIA EM IMAGINAR QUE LOGO ESTAREMOS JUNTOS. JUNTOS EM UM LUGAR EM UM PONTO QUALQUER DO INFINITO, AGRACIADO PELA BENÇÃO DE "DEUS". NÃO NOS CABE JUGAR O CERTO OU O ERRADO. NO CAMINHO FÚNEBRE DE NOSSA ÚLTIMA MORADA, REFLETIMOS MOMENTOS DE NOSSAS VIDAS QUE NÃO QUEREMOS ESQUECER.

               E É EXATAMENTE ESTE CAMINHO QUE NÓS FAZ MAS TERRENO.  NÃO SOMOS DAQUI!..., SOMOS VIAJANTES DO TEMPO, VIAJANDO POR UM UNIVERSO ETERNO. PARAMOS NO MUNDO PARA UM LIGEIRO APRENDIZADO E LOGO RETORMAMOS O NOSSO RUMO. SOMOS SIM UMA ÚNICA FAMÍLIA E SEMPRE SEREMOS, UNIDOS PELO AMOR DÍVINO. UMA FAMÍLIA DE IDENTIDADE ETERNA. LAÇOS NUNCA ROMPIDOS.

              NÃO NÓS CABE PEDIMOS A NOSSA REDENÇÃO, EU SÓ PEÇO A "DEUS” QUE NA AURORA DE MINHA MORTE OS SINOS DOBREM QUE O VENTO FRIO E ETERNO SOPRE SOBRE MEU CORPO INERTE. - NÃO TE QUERO CHORO!... NÃO TE QUERO MÁGOA, QUE MEU ÚLTIMO PENSAMENTO SEJÁ DE ALÍVIO. QUE MINHA  ALMA VOE LIVRE NO INFINITO, QUE CADA MOMENTO EM MINHA MENTE REPASSADO, TRAGA-ME DE VOLTA AS LEMBRAÇAS AGORA DE UM MUNDO DISTANTE. QUE A VOZ DA GENITORA ACALANTE-ME OS ANSEIOS, QUE SEUS BRAÇOS CARIOSOS ENVOLVA O MEU CORPO EM MEU LEITO MORTAL. QUE O VENTO FRIO QUE ACARICIAVA O MEU CORPO INERTE SEJÁ ACALENTADO PELO AFAGO AMIGO. QUE SOPRE OS VENTOS!... QUE DOBREM OS SINOS!... SÃO BADALADAS DE NATAL, SÃO O SINAL DO QUE AO MUNDO MARAVILHOSO NÃO VOLTAREI ASSIM... POIS A LÁPIDE FRIA E SOLITÁRIA GUARDA ALI UM CORPO SEM ALMA, DE UM ALGUÉM QUE NO FUTURO, SERÁ APENAS UM NOME. TALVÉS NEM ISSO, POIS O TEMPO CRUEL E IMPLACÁVEL É O QUE PASSA.

              GERAÇÕES VINDOURAS POVOARÃO MEU MUNDO QUERIDO; ALGUÉM QUE SE FOI ME FARÁ COMPANHIA. QUE MEU MUNDO NOVO SEJÁ ETERNO, COMO ETERNO SERÁ MINHAS LEMBRAÇAS. GUARDE O QUE FUI, QUE GUARDAREI O QUE FOSTE. QUE UM DIA QUANDO OS SINOS VOLTAREM A DOBRA E QUANDO O VENTO FRIO O TEU CORPO TOCAR, NÃO TE ASSUSTE, NÃO TE DESESPERE POIS ESTAREI  ALI NO FIM DA PONTE A TE ESPERAR. E TU CORRENDO VIRAR E COM SAUDADE OLHARÁS PARA TRÁS E ASSIM ENTEDERAR, QUE A AURORA CHEGOU E QUE JUNTOS VAMOS ESTAR PARA SEMPRE A ESPERAR QUE UM DIA OS SINOS VOLTEM A DOBRAR.

EVERALDO DA SILVA